Discurso do Diretor Nacional de Saúde sobre o uso alargado de mascaras pós Estado de Emergência

Num contexto de saída de estado de emergência, faz todo o sentido o país estar preparado e aumentar a sua resiliência após estado de emergência.

Uso alargado de mascaras

Neste contexto, relativamente ao uso alargado de mascaras, considerado a situação epidemiológica do país e com base na recomendação da OMS, de 06 de abril e nas recomendações do Centro de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, de 13 de abril de 2020;

Tendo em conta que uso de mascaras adequadas pode limitar a propagação do vírus quando associadas a outras medidas preventivas nomeadamente de higiene das mãos, distanciamento social e confinamento domiciliar num estado pós estado de emergência, faz todo o sentido o uso de mascaras;

Tendo em conta que também ajuda a reduzir o risco de propagação de vírus respiratórios incluído o de covid19;

As mascaras não médicas, comunitárias deve ser confecionada de acordo com as normas nacionais que vão ser emitidas, brevemente pela Entidade Reguladora da Saúde (ERIS);

As mascaras de uso médico devem continuar a ser reservadas para os doentes com sintomas respiratórios, odiosos com idade superior a 65 anos, doentes crónicos ou emono suprimidos, profissionais de saúde, pessoas que prestam socorro, como bombeiros e voluntários e outros que prestam serviços a pessoas com covid19 nomeadamente nas situações da caso suspeito e caso confirmado;

O Instituto Nacional de Saúde Pública deverá garantir a produção de material informativo em relação a utilização adequada das mascaras especialmente a sua colocação e remoção para permitir que nesta iniciativa de utilização alargada, sejam acauteladas todas as medidas preventivas e de rigor e para a segurança das pessoas e da comunidade.

Utilização alargada de testes:

Relativamente a utilização alargada de teste deve obedece aos limites da sua disponibilidade no país, ultrapassar o âmbito da sua utilização nos casos suspeitos e estar em sintonia com o Plano Nacional de Contingência.

Sem prejuízo de uma utilização mais global, são priorizados os seguintes grupos:

Doente que recorre aos serviços de saúde com sintomas de gripe;

Profissionais de saúde;

Bombeiros;

Agentes de desinfecção e outros que lidam com doentes com covid19, incluído o sector privado;

Todos os contatos de um caso confirmado de covid19 independentemente de ter sintomas ou não;

Casos de infecção respiratória aguda com internamento hospitalar, tendo em conta que faz parte do diagnostico deferencial;

Todas as pessoas sujeitas a quarentena no final do período de quarentena;

Profissionais que trabalham no atendimento público;

Condutores de hiaces, autocarros, táxis e demais condutores de veículos de transporte de passageiros;

Nas ilhas onde se registam casos, identificar cluster de população definida por exemplo, bairro onde há muita concentração de pessoas e que vivem em condições de habitabilidade precária.

Nas ilhas onde não se registam casos, vai se fazer estudo com teste de rastreio para deteção da circulação de anticorpos típicos do vírus de covid19 e também para deteção de casos assintomáticos para permitir que as medidas de saúde publica sejam tomadas em consequência e permitir agir proactivamente e tentar mitigar a disseminação do vírus na comunidade.

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